quarta-feira, 3 de janeiro de 2018



Cervical lesta foi serva de um rei antes de se tornar por capricho desmedida viajante entre continentes nus. Amante de faróis e promontórios, enxergou mares e navios que exalavam névoas e fumos enfim toda a quantidade de ilusões que um ser vivo no espaço da vida pode conter ela as tinha em um só corpo numa só mente absorta. Se os seus olhos enormes afundavam navios, conta-se, sem corresponder minimamente à verdade. A sua lembrança funde-se com a de uma contadora de histórias rápidas que ninguém sabe de onde vinha ou quem era mas a quem se referiam por este nome por ser este o nome que dava a quem lhe perguntavam dizia ser Cervical. Lesta corresponde à qualidade de desaparecer na noite sem deixar rasto.

Um comentário:

 É um dis que dis, uma metáfora de um tempo que não chegou a ser. Vamos atrasar o relógio, fingir que somos românticos e que, nostálgicos de...